Agenda econômica da semana: o que mexe com o mercado de 25/10 a 31/10
Por Alano CryptoTrader desde 2019, fundador do TraderClub.ai ·
Semana pesada. Quatro bancos centrais se pronunciam em três dias, e no meio disso tem inflação na Austrália e PIB nos Estados Unidos. Esse tipo de calendário costuma trazer volatilidade maior do que o normal, então vale ajustar o tamanho de posição antes, não depois.
Segunda-feira
Sem evento de alto impacto no calendário. Dia que eu costumo usar pra revisar os gráficos e deixar os alertas de preço prontos pra terça. Mercado pode ficar mais tranquilo, mas isso não quer dizer parado, então atenção em cripto que roda nos fins de semana e segue mexendo.
Terça-feira
Austrália solta o CPI trimestral, tanto na variação mensal quanto anual, junto com a média aparada, que é o número que o RBC australiano olha pra filtrar ruído. Inflação acima do esperado tende a puxar o dólar australiano pra cima; abaixo, o movimento costuma ser inverso. Afeta direto AUD/USD e os pares cruzados com o aussie.
Na sequência vem a decisão de juros da Nova Zelândia. O mercado já precifica alta de 2,75% para 3,00%, então o que importa de verdade é o comunicado e a coletiva: se o tom vier mais duro ou mais brando do que o esperado, o dólar neozelandês pode se mexer mais do que a própria decisão.
Quarta-feira
Dia carregado. Pela manhã sai o orçamento anual do Reino Unido, que mexe com a expectativa fiscal do país e pode impactar a libra, principalmente se vierem mudanças relevantes em gasto público ou arrecadação.
Logo depois é a vez do Banco do Canadá, com relatório de política monetária, comunicado e decisão de juros, com projeção de alta para 2,50%. CAD costuma reagir forte nesses eventos, de novo olhando menos para o número batido e mais pro texto do comunicado.
À tarde chega o grande evento da semana: decisão do Federal Reserve. A taxa é esperada estável em 4,00%, então o mercado vai se concentrar inteiro na comunicação e na entrevista coletiva, buscando pista sobre o ritmo dos próximos cortes ou manutenção. Isso tende a mexer com dólar de forma ampla, ouro, índices americanos e cripto. É um daqueles dias em que o preço pode disparar pros dois lados em minutos, então gestão de risco entra antes de qualquer entrada.
Quinta-feira
Pela manhã sai o PIB avançado dos Estados Unidos, com previsão de forte aceleração, e o núcleo do índice de preços PCE, que é a métrica de inflação preferida do Fed. Combinação de crescimento e inflação nesse mesmo dia costuma mexer com dólar, ouro e índices americanos.
Na sequência o Banco Central Europeu divulga a taxa principal, esperada estável em 2,65%, com comunicado e coletiva de imprensa. Igual o Fed, aqui o texto pesa mais que o número, e pode mover o euro com força.
Fechando o dia, o Banco do Japão solta sua decisão de taxa, ainda em patamar baixo, junto com relatório de perspectivas. Histórico de mexer bastante com o iene e, por consequência, com pares como USD/JPY.
Sexta-feira
De manhã cedo (horário de Brasília) ainda temos a coletiva de imprensa do BoJ, que fecha o ciclo de bancos centrais da semana. Pode trazer reação tardia no iene antes da abertura europeia.
O que observar na semana
- Tom dos comunicados do Fed, BCE e BoC: o número da taxa já é esperado, o que vai mexer o mercado é a leitura sobre os próximos passos.
- CPI australiano de terça pode definir a direção do aussie para o resto da semana.
- PIB e PCE americano de quinta saem perto um do outro, combinação que historicamente aumenta a volatilidade em dólar e ouro.
- Reduzir o tamanho das posições nos horários de decisão, principalmente quarta à tarde e quinta de manhã.
- Acompanhar a reação do iene após o BoJ, já que o anúncio sai de madrugada e o mercado pode só precificar de verdade na abertura europeia/americana.
Conteúdo educativo do Alano Crypto, preparado com a redação do TraderClub.ai a partir das cotações do MT5, do calendário econômico e das notícias do momento da publicação. Não é recomendação de compra ou venda. Operar com alavancagem pode causar perdas maiores que o depósito.